Porque a felicidade é quimera,
fogo preso, fogo fátuo.
alento bebido aos tragos
nas frestas solares que a manhã pare.
Porque a ingratidão é substantivo
que se tornou comum,
osso mordido no ranger
das sílabas.
Porque momentos de felicidade
são sonho possível,
recta tangível
na geometria do amor
na geografia dos cansaços
Porque é nos rostos cor de conforto
que sorvo a verve que as tardes regam
e os lábios da ternura
perdem-se no escarlate
das esplanadas da cidade,
Porque o peito pede
porque a escrita dá:
Obrigada.


