Há espelhos partidos que não rimam com sete anos de azar.
Narcisos lentos no langor do seu olhar...
Reflexo eterno.
Caos intemporal.
Sangue esculpido a compasso,
cujo passo teima em não (se) marcar.
Flores não brotam de terra árida.
E o reflexo extingue-se muito antes da luz se apagar.
domingo, 31 de maio de 2009
sexta-feira, 29 de maio de 2009
"Kebab attraction"
Mais "Mouro" que isto é difícil...é o vídeo que fazia falta aqui na minha zona...
O tempo da chamuça já foi, "Kebab" rules.
E não é que ainda não provei nenhum?? Tsss tsss...
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Caminho...

Eu: Diana, que estás a fazer? tens de estar atenta à aula, senão depois vais ter dificuldade em acompanhar a matéria".
Diana: "Ah, não estou a fazer nada, teacher..."
Eu: "Pois pois, e esse desenho que estás a fazer, tem a ver com a aula de inglês?"
Diana: Er...tem, teacher...até tem...eu só que lhe queria dar no fim da aula mas como a teacher viu, tome lá, é para si."
Ora toma lá fresquinho...era este desenho. Claro que, pedagogicamente, sei que está errado ela ter feito o desenho, tanto que a repreendi à mesma, independentemente de me ter desenhado e, com isso, expressado o seu agrado por mim.
A outra metade de mim, aquela que não se chama "Teacher", a V, essa sentiu-se (ainda mais) pequenina e a ter vontade de se "fustigar" meia horinha pelos momentos em que se sente frustrada com o que faz, insatisfeita com a rotina laboral e pouco desafiada intelectualmente.
Por instantes, consegui mesmo esquecer que não é isto que quero fazer para o resto da vida. Que não é ensinar inglês a crianças. Ou a adolescentes. É mesmo não ensinar.
A palavra de ordem é mais a inversa: aprender.
Como diz o poeta: não sei qual é o caminho, sei que não é por aí.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Lost
Sei que isto vai parecer déjà lu mas tenho de o tirar do meu sistema (para surripiar à descarada uma expressão inglesa que se adequa aqui às mil maravilhas).
Porque será que as pessoas, seja na via pública, seja em estações dos mais variados tipos de transportes, vêm ter comigo para, sistematicamente:
a) Pedirem-me indicações/direcções por se encontrem perdidas?
Entendo que uma mulher procure, por motivos de solidariedade e alguma segurança garantida pela igualdade de género, qual a direcção da linha amarela no metro, tenha ela 20, 30 ou até 80 anos.
Mais difícil de entender é que o mesmo se apilque a estrangeiros. E o que há de bifes, boschs, baguettes e etcas que quase semanalmente, me abordam (sempre quis usar esta expressão, e cá está a oportunidade) para me perguntarem onde fica a o "Marquêssss de Pombal" ou a "Baíxa".
Não deve ser por idenficação: nem física pois quem me conhece, sabe que em nada me assemelho a uma sueca pelada de quase 2 metros de altura, ou a uma inglesa ruiva capilarmente e totalmente ebúrnea em termos de cromática dérmica.
É por ser simpática? Ok, I know, mas ELES não sabem disso. É por ser pequena? Mas pequenas como eu (ainda) as há "à patada". Logo, poor todos os motivos e mais alguns, não me destaco no meio da multidão. A multidão é que se destaca de mim.
E eu gosto disso. Gosto de ir sossegadita, no meu caminho e a ele atenta, de forma a não dar os meus típicos encontrões ou choques contra as mais diversas barreiras existentes nos espaços públicos. As mais frequentes chamam-se... pessoas.
Não é que me importe de ajudar os outros, não é que me cause embaraço falar inglês (já francíu custa-me a sair cada vez mais.
É apenas porque não há semana que não o façam. Time out, guys.
b) Last but not the least. Esta é que me causa verdadeira impressão e incomoda-me MESMO. As pessoas nas paragens de autocarros têm a mania de vir falar comigo sobre...si mesmas, as suas vidas, sem que eu lhe tenha perguntado absolutamente nada. Mas é que nada. Entre mim e elas, por meu desejo apenas haveria ESPAÇO, vácuo, silêncio.
Adoro conversar. É das coisas que mais gozo me dá fazer. Poucas coisas me alegram tanto como uma boa conversa com um amigo. Quando a vontade de partilha é a convidada-mor. Agora não compreendo de todo porque razão, as senhoras de meia-idade deste país sempre que perdem o autocarro anterior, ou lhes dói, no mínimo três dedos do pé, duas vértebras e meia, 3 para 4 bicos de papagaio, ou porque o senhor do supermecado foi uma "besta" com elas, têm de o vir partilhar comigo.
Hoje, lá aconteceu, once more. Ainda não estava na paragem, vinha ainda a senhora a andar, e já estava a cassete a ser desbobinada. Assim, fiquei a saber que tinha, por distracção, deixado escapar a sua paragem e lá teve de sair depois na Bobadela que era a estação que conhecia e que lhe valhesse Deus-nosso-senhor e todos os demais santinhos do Céu (que com estes incidentes cada vez me é difícil atingir) pois o próximo autocarro era às 12h e 45 e depois não dava para ir buscar o miúdo à escola e depois não tinha quem o fosse buscar. E ainda disse mais umas quantas coisas mas depois entrei em pause mode auricular.
Cansados, né? Imaginhem eu!! Ali, in loco, a ouvir aquela regurgitação ciclónica, emitida em vórtices de ansiedade e preocupação.
Compreendo a sua aflição. Não a minimizo. Tinha um compromisso e estava com dificuldade em conseguir cumpri-lo.
Mas porque tenho eu de o ouvir? É que, por acaso, foi sobre algo deste género, mas se fosse sobre a doença da tia ou da prima era igual, pois estas pessoas estão, claramente, para lá de qualquer auto-delimitação de privacidade.
É essa devassa que não é só sua, mas dos seus que me faz tanta confusão.
Talvez porque creia que não há mais nosso que a(s) nossa(s) dor(es), temor(es) ou medo(s).
Mas isto sou só eu.
Infelizmente, por vezes, tenho de ser eu, os bicos de papagaio, as artroses e o mundo...
Porque será que as pessoas, seja na via pública, seja em estações dos mais variados tipos de transportes, vêm ter comigo para, sistematicamente:
a) Pedirem-me indicações/direcções por se encontrem perdidas?
Entendo que uma mulher procure, por motivos de solidariedade e alguma segurança garantida pela igualdade de género, qual a direcção da linha amarela no metro, tenha ela 20, 30 ou até 80 anos.
Mais difícil de entender é que o mesmo se apilque a estrangeiros. E o que há de bifes, boschs, baguettes e etcas que quase semanalmente, me abordam (sempre quis usar esta expressão, e cá está a oportunidade) para me perguntarem onde fica a o "Marquêssss de Pombal" ou a "Baíxa".
Não deve ser por idenficação: nem física pois quem me conhece, sabe que em nada me assemelho a uma sueca pelada de quase 2 metros de altura, ou a uma inglesa ruiva capilarmente e totalmente ebúrnea em termos de cromática dérmica.
É por ser simpática? Ok, I know, mas ELES não sabem disso. É por ser pequena? Mas pequenas como eu (ainda) as há "à patada". Logo, poor todos os motivos e mais alguns, não me destaco no meio da multidão. A multidão é que se destaca de mim.
E eu gosto disso. Gosto de ir sossegadita, no meu caminho e a ele atenta, de forma a não dar os meus típicos encontrões ou choques contra as mais diversas barreiras existentes nos espaços públicos. As mais frequentes chamam-se... pessoas.
Não é que me importe de ajudar os outros, não é que me cause embaraço falar inglês (já francíu custa-me a sair cada vez mais.
É apenas porque não há semana que não o façam. Time out, guys.
b) Last but not the least. Esta é que me causa verdadeira impressão e incomoda-me MESMO. As pessoas nas paragens de autocarros têm a mania de vir falar comigo sobre...si mesmas, as suas vidas, sem que eu lhe tenha perguntado absolutamente nada. Mas é que nada. Entre mim e elas, por meu desejo apenas haveria ESPAÇO, vácuo, silêncio.
Adoro conversar. É das coisas que mais gozo me dá fazer. Poucas coisas me alegram tanto como uma boa conversa com um amigo. Quando a vontade de partilha é a convidada-mor. Agora não compreendo de todo porque razão, as senhoras de meia-idade deste país sempre que perdem o autocarro anterior, ou lhes dói, no mínimo três dedos do pé, duas vértebras e meia, 3 para 4 bicos de papagaio, ou porque o senhor do supermecado foi uma "besta" com elas, têm de o vir partilhar comigo.
Hoje, lá aconteceu, once more. Ainda não estava na paragem, vinha ainda a senhora a andar, e já estava a cassete a ser desbobinada. Assim, fiquei a saber que tinha, por distracção, deixado escapar a sua paragem e lá teve de sair depois na Bobadela que era a estação que conhecia e que lhe valhesse Deus-nosso-senhor e todos os demais santinhos do Céu (que com estes incidentes cada vez me é difícil atingir) pois o próximo autocarro era às 12h e 45 e depois não dava para ir buscar o miúdo à escola e depois não tinha quem o fosse buscar. E ainda disse mais umas quantas coisas mas depois entrei em pause mode auricular.
Cansados, né? Imaginhem eu!! Ali, in loco, a ouvir aquela regurgitação ciclónica, emitida em vórtices de ansiedade e preocupação.
Compreendo a sua aflição. Não a minimizo. Tinha um compromisso e estava com dificuldade em conseguir cumpri-lo.
Mas porque tenho eu de o ouvir? É que, por acaso, foi sobre algo deste género, mas se fosse sobre a doença da tia ou da prima era igual, pois estas pessoas estão, claramente, para lá de qualquer auto-delimitação de privacidade.
É essa devassa que não é só sua, mas dos seus que me faz tanta confusão.
Talvez porque creia que não há mais nosso que a(s) nossa(s) dor(es), temor(es) ou medo(s).
Mas isto sou só eu.
Infelizmente, por vezes, tenho de ser eu, os bicos de papagaio, as artroses e o mundo...
domingo, 24 de maio de 2009
Sunday list...
- Acordar ao meio dia (um luxo, depois de quase 1 mês sem o conseguir fazer).
- Rever o "Hora H" do tio "Herlander" na Sic Radical, rir muito, e relembrar como, sendo ainda relativamente recente, foi das melhoras coisas que o Herman fez e esse trabalho continua injustiçado.
- Ver o vídeo da já famosa entrevista(?) da Manuela Moura Guedes ao Bastonário da Ordem dos Advogados (emitida no Jornal da TVI, na sexta-feira), Marinho Pinto e ver, pela primeira vez em muito tempo, aquela boca(-rra) calada a ouvir algumas verdades que o senhor lhe disse acerca da sua prática "jornalística".
- Cometer o pecado de comer um Big Mac, contra toda as regras do decoro alimentar auto-impostas, e sentir aquele burger como puro caviar. (Fica a auto promessa de o voltar a cometer somente daqui a uns bons meses).
- Comprar, por mero acaso, o último livro do David Logde. Os livros dos autores que gostamos encontrados quando menos esperamos, sabem sempre a chocolates Regina em festas de aniversário.
- Beber um "yammi" cappuccino numa recém descoberta "coffee house" lisboeta (não não digo onde é, senão perde logo a graça da sua cosyness) enquanto leio (bons) artigos em revistas completamente à borliú.
Até me esquecer onde estou.
- Receber o telefonema de papai que, mesmo longe, liga sempre às suas meninas aos domingos. Feeling spoiled and loving every minute of it.
- Lembrar-me que para fechar este domingo com chave de oiro, mais logo passa outro episódio d'Os Contemporâneos.
Sim, trato-me bem. Life is good. Even on "thin ice".
- Rever o "Hora H" do tio "Herlander" na Sic Radical, rir muito, e relembrar como, sendo ainda relativamente recente, foi das melhoras coisas que o Herman fez e esse trabalho continua injustiçado.
- Ver o vídeo da já famosa entrevista(?) da Manuela Moura Guedes ao Bastonário da Ordem dos Advogados (emitida no Jornal da TVI, na sexta-feira), Marinho Pinto e ver, pela primeira vez em muito tempo, aquela boca(-rra) calada a ouvir algumas verdades que o senhor lhe disse acerca da sua prática "jornalística".
- Cometer o pecado de comer um Big Mac, contra toda as regras do decoro alimentar auto-impostas, e sentir aquele burger como puro caviar. (Fica a auto promessa de o voltar a cometer somente daqui a uns bons meses).
- Comprar, por mero acaso, o último livro do David Logde. Os livros dos autores que gostamos encontrados quando menos esperamos, sabem sempre a chocolates Regina em festas de aniversário.
- Beber um "yammi" cappuccino numa recém descoberta "coffee house" lisboeta (não não digo onde é, senão perde logo a graça da sua cosyness) enquanto leio (bons) artigos em revistas completamente à borliú.
Até me esquecer onde estou.
- Receber o telefonema de papai que, mesmo longe, liga sempre às suas meninas aos domingos. Feeling spoiled and loving every minute of it.
- Lembrar-me que para fechar este domingo com chave de oiro, mais logo passa outro episódio d'Os Contemporâneos.
Sim, trato-me bem. Life is good. Even on "thin ice".
sábado, 23 de maio de 2009
Notas soltas...
Mas porque carga de água é que as pessoas hão-de ser tão terrivel e previsivelmente preconceituosas? Já nem posso usar a expressão "estou cansada/farta" para dizer as vezes que oiço, vejo, percebo a reacção dos outros quando digo que moro na Mouraria...o Drama, o Horror... parece que acabei de dizer que vivo no Afeganistão, ou mais à Portuguesa, que saí do antigo bairro da Musgeira, ou da Cova da Moura para ser mais actual. (E mesmo esses bairros têm lá muito boa gente, de certeza).
Não há pachorra. Sinceramente. E depois vem a (fatídica) pergunta: "Ai, e não tens medo? aquilo é muito mau".
Pois é, tanto que passo os meus dias a ir para o S.José para me coserem toda, no minímo, de duas em duas horas. Oh sim, nada melhor que uma bela sutura para fazer desaparecer as dores de cabeça, provocadas pela, loucura do dia-a-dia (Royco cup-a-soup, todos os direitos reservados)!
A essas pessoas tenho mesmo vontade de perguntar se já cá viveram ou quantos dias cá passaram para poderem expressar tamanho pavor.
Mas esta história é já antiga e dela não me livro, seja qual for a "banda" (que pode até ser gástrica pela azia que me provoca) para que me mude.
Vivi na Margem Sul até ao ano passado. Quando lá vivia, era comum ouvir as mesmas perguntas ou reacções: "Ai Almada, isso é só "pretos" e gangs, não é?
Agora a questão da cor permanece com a agravante do "antro de droga". Tem graça, eu pensava que o maior epicentro de droga se concentrava noutras zonas e, hoje em dia, já é caso para se dizer que existe um pouco por todo o lado.
Claro que os bairros como este, que é antigo, vão sempre levar por tabela, não pela questão da droga mas pelo verdadeiro motivo que é subtilmente escamoteado.
A questão da miscisgenação, do melting pot que por aqui se respira. E eu respiro bem aqui, a sério. Não estou a ser demagógica. E olhem que eu tenho uma sinusite tramada. Sempre me senti bem tratada aqui, respeitada, a vizinhança nunca me assustou, e até se consegue ainda sentir um certo clima de "bairro" por estes lados. Se me sinto segura à noite? Mas que mulher se sente segura depois das 22h seja aqui ou na Av. da Igreja? (curiosamente, a minha tia foi lá assaltada uma vez em plena luz do dia).
Em Almada nunca senti o espírito de comunidade. Aqui conheço a maior parte dos meus vizinhos e até de outros moradores cujos rosto reconheço na rua, no metro, na padaria ao cimo da rua (que é daquelas ainda à antiga e que adoro).
Vivo na Mou-ra-ria, sim senhores/as. Não tenho qualquer problema em dizê-lo. Se têm medo, venham para cá com cães. Mas ao menos, venham, conheçam e depois sim, falem, digam de vossa justiça. Porque isto de viver num sítio "amaldiçoado" por todos, sem que quase nenhuns o conheçam, é uma verdadeira injustiça.
Não podia deixar de fazer um breve comentário à Senhora Professora/Mestre de História que do alto do seu pedestal, resolveu prestar um serviço a nós, comuns mortais, com meros 9ºs, 12ºs, licenciaturas ou "mstrados" (segundo o que ela pronuncia), ao dar aulas numa escola eb/ 2+3 em Espinho.
Como já se sabe, a dita "Mestre", pelos vistos, vinha a ter conversas com os seus alunos sobre sexualidade(?), mantendo um registo entre o ameaçador, a coscuvilhice ou, a meu ver, de pura perversão. A mulher é tarada e mais nada. Não me venham cá com tretas. A senhora não joga com o baralho todo, pois encetar uma conversa com os alunos sobre um tema tão sensível como a sexualidade é tarefa hérculea (quem é prof sabe o que digo)e quando se entra nesse campo, todo o tacto é pouco. Que ela não tem e nem deve saber o significado.
Falar de sexualidade envolve preparação, sensibilidade, disponibilidade para aprender e claro, ter uma mente minimamente equilibrada. O que implica falar sem abusos ou arrogância, delimitar fronteiras, respeitar privacidade e ouvir o que os jovens têm a perguntar ou dizer.
Nada disso aconteceu nos excertos que ouvimos daquela aula. Sabemos que nada ali é normal ou adequado. E, fundamentalmente, falou-se de tudo menos de sexualidade. Que implica afectvidade, envolvência, troca, respeito e abertura.
Tal como comentei num blog de uma amiga, a "Mestre" pode ter todos os cursos que quiser, mas o seu cérebro é em tudo semelhante ao de uma sapateira: só tem "caca" lá dentro.
Não há pachorra. Sinceramente. E depois vem a (fatídica) pergunta: "Ai, e não tens medo? aquilo é muito mau".
Pois é, tanto que passo os meus dias a ir para o S.José para me coserem toda, no minímo, de duas em duas horas. Oh sim, nada melhor que uma bela sutura para fazer desaparecer as dores de cabeça, provocadas pela, loucura do dia-a-dia (Royco cup-a-soup, todos os direitos reservados)!
A essas pessoas tenho mesmo vontade de perguntar se já cá viveram ou quantos dias cá passaram para poderem expressar tamanho pavor.
Mas esta história é já antiga e dela não me livro, seja qual for a "banda" (que pode até ser gástrica pela azia que me provoca) para que me mude.
Vivi na Margem Sul até ao ano passado. Quando lá vivia, era comum ouvir as mesmas perguntas ou reacções: "Ai Almada, isso é só "pretos" e gangs, não é?
Agora a questão da cor permanece com a agravante do "antro de droga". Tem graça, eu pensava que o maior epicentro de droga se concentrava noutras zonas e, hoje em dia, já é caso para se dizer que existe um pouco por todo o lado.
Claro que os bairros como este, que é antigo, vão sempre levar por tabela, não pela questão da droga mas pelo verdadeiro motivo que é subtilmente escamoteado.
A questão da miscisgenação, do melting pot que por aqui se respira. E eu respiro bem aqui, a sério. Não estou a ser demagógica. E olhem que eu tenho uma sinusite tramada. Sempre me senti bem tratada aqui, respeitada, a vizinhança nunca me assustou, e até se consegue ainda sentir um certo clima de "bairro" por estes lados. Se me sinto segura à noite? Mas que mulher se sente segura depois das 22h seja aqui ou na Av. da Igreja? (curiosamente, a minha tia foi lá assaltada uma vez em plena luz do dia).
Em Almada nunca senti o espírito de comunidade. Aqui conheço a maior parte dos meus vizinhos e até de outros moradores cujos rosto reconheço na rua, no metro, na padaria ao cimo da rua (que é daquelas ainda à antiga e que adoro).
Vivo na Mou-ra-ria, sim senhores/as. Não tenho qualquer problema em dizê-lo. Se têm medo, venham para cá com cães. Mas ao menos, venham, conheçam e depois sim, falem, digam de vossa justiça. Porque isto de viver num sítio "amaldiçoado" por todos, sem que quase nenhuns o conheçam, é uma verdadeira injustiça.
Não podia deixar de fazer um breve comentário à Senhora Professora/Mestre de História que do alto do seu pedestal, resolveu prestar um serviço a nós, comuns mortais, com meros 9ºs, 12ºs, licenciaturas ou "mstrados" (segundo o que ela pronuncia), ao dar aulas numa escola eb/ 2+3 em Espinho.
Como já se sabe, a dita "Mestre", pelos vistos, vinha a ter conversas com os seus alunos sobre sexualidade(?), mantendo um registo entre o ameaçador, a coscuvilhice ou, a meu ver, de pura perversão. A mulher é tarada e mais nada. Não me venham cá com tretas. A senhora não joga com o baralho todo, pois encetar uma conversa com os alunos sobre um tema tão sensível como a sexualidade é tarefa hérculea (quem é prof sabe o que digo)e quando se entra nesse campo, todo o tacto é pouco. Que ela não tem e nem deve saber o significado.
Falar de sexualidade envolve preparação, sensibilidade, disponibilidade para aprender e claro, ter uma mente minimamente equilibrada. O que implica falar sem abusos ou arrogância, delimitar fronteiras, respeitar privacidade e ouvir o que os jovens têm a perguntar ou dizer.
Nada disso aconteceu nos excertos que ouvimos daquela aula. Sabemos que nada ali é normal ou adequado. E, fundamentalmente, falou-se de tudo menos de sexualidade. Que implica afectvidade, envolvência, troca, respeito e abertura.
Tal como comentei num blog de uma amiga, a "Mestre" pode ter todos os cursos que quiser, mas o seu cérebro é em tudo semelhante ao de uma sapateira: só tem "caca" lá dentro.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Passar, sair e entrar...
"Abre o teu coração e deixa-o ficar aberto. Não é preciso que seja durante muito tempo. Só para que algumas palavras possam passar, sair e entrar. Palavras tão velhas que as há desde que as há. Sobretudo as que para saírem têm antes de entrar e o contrário. Todas as palavras merecem todo o respeito, o maior respeito. Porque mais não temos e talvez seja por isso que, ao começar a falar, já não é possível parar, mesmo querendo tudo calar."
Pedro Paixão, Viver todos os dias cansa, Livros Cotovia, 1995.
Pedro Paixão, Viver todos os dias cansa, Livros Cotovia, 1995.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Evil is in the eye of the beholder...
À saída de uma aula, as crianças, a meu pedido, fazem uma fila e depois seguem até a outro pavilhão de mãos dadas, duas a duas. Nem sempre a relação género e número é quilibrada e, pedi a dois meninos para darem as mãos.
Deram-nas, sem hesitar. Oiço comentários jocosos de alguns outros.
Delicio-me com a resposta, rápida, natural e franca, de um dos que está com a sua mãozinha dada na do outro:
- "Qual é o mal? Dois meninos darem a mão?"
- "Pois, não há nenhum mesmo, H." Digo eu.
- "Pois não, professora e mesmo que dois meninos dêem a mão, não faz mal, quando crescerem e derem as mãos são gays, são namorados, qual é o mal?".
Ora tomem, que já almoçaram. Eles, os outros e outras. A maldade, tal como a beleza, está sempre nos olhos de quem a vê. O castigo de se querer ver pouco mesmo de perto, chama-se mesquinhez ou atrofia, não confundir com miopia. Essa embora mázinha, não é uma maldade voluntária.
O parágrafo anterior não é para ou sobre as outras crianças. Forgive them for they do not know what they say. É para os outros e outras míopes que os criam nessa atrofia mental. Shame on them.
Deram-nas, sem hesitar. Oiço comentários jocosos de alguns outros.
Delicio-me com a resposta, rápida, natural e franca, de um dos que está com a sua mãozinha dada na do outro:
- "Qual é o mal? Dois meninos darem a mão?"
- "Pois, não há nenhum mesmo, H." Digo eu.
- "Pois não, professora e mesmo que dois meninos dêem a mão, não faz mal, quando crescerem e derem as mãos são gays, são namorados, qual é o mal?".
Ora tomem, que já almoçaram. Eles, os outros e outras. A maldade, tal como a beleza, está sempre nos olhos de quem a vê. O castigo de se querer ver pouco mesmo de perto, chama-se mesquinhez ou atrofia, não confundir com miopia. Essa embora mázinha, não é uma maldade voluntária.
O parágrafo anterior não é para ou sobre as outras crianças. Forgive them for they do not know what they say. É para os outros e outras míopes que os criam nessa atrofia mental. Shame on them.
terça-feira, 19 de maio de 2009
O maior talento do mundo...
Para tirar más fotos... é o meu! Este é um prémio que atribuo a moi même, sem ter de passar por audições, concursos ou testes.
É um talento inato, que decorre de vários factores: uma total inépcia em termos de centar ângulos, colocar a máquina à distância certa e nunca mas nunca (e nisto para tentarem ser tão bons quanto eu, têm de falhar SEMPRE) atinar com o conceito de zoom.
E só assim poderia nascer uma foto de tão má qualidade quanto aquela que aqui apresentei no último post. O livro é do Luíz Pacheco, chama-se Figuras, Figurantes e Figurões, mas ninguém diria, dado o primor do "desfocanço".
Isto,como se costuma dizer, não é para quem quer, mas para quem pode!
É um talento inato, que decorre de vários factores: uma total inépcia em termos de centar ângulos, colocar a máquina à distância certa e nunca mas nunca (e nisto para tentarem ser tão bons quanto eu, têm de falhar SEMPRE) atinar com o conceito de zoom.
E só assim poderia nascer uma foto de tão má qualidade quanto aquela que aqui apresentei no último post. O livro é do Luíz Pacheco, chama-se Figuras, Figurantes e Figurões, mas ninguém diria, dado o primor do "desfocanço".
Isto,como se costuma dizer, não é para quem quer, mas para quem pode!
domingo, 17 de maio de 2009
Livros com encontro marcado
(Este foi o livrinho que comprei este ano, adivinham-se umas boas gargalhadas).
Prometi e consegui cumprir (com a tua inquestionável ajuda, F.) a promessa que tinha feito a mim mesma, de este ano na Feira do Livro comprar um e um só livro, isto porque o facto de andar a dar uma de Sofia Carvalho no "Querido, mudei a casa" obriga a cortes orçamentais noutros âmbitos, que apesar de me serem muito caros, como são os meus livrinhos, tiveram de ficar retidos na "fonte", ou seja, ficaram nos escaparates e foram objecto, este ano, de puro amor platónico.
Foi bom, contudo, ver cada vez mais gente na feira, nao sei se tanto para ver e comprar livros ou se para comer farturas, churros, waffles (I confess, I did it!) e estar em amena cavaqueira, a conversar e a impedir que as pessoas que, de facto, queriam ver livros não o pudessem fazer, pois concentram-se TODAS no mesmo sítio e não deixam ninguém passar.
Depois vêm também as criancinhas em carrinhos que assinalam devidamente o sexo do bebé/criança que passeiam, transportanto todos os bonequinhos, brinquedos alusivos aos esterótipos masculinos/femininos do costume. Mais catita ainda é continuar a ver que o que os carrinhos de bebé mais transportam não são, curiosamente, bebés mas crianças. Infantes já com uns quatro ou cinco aninhos que tendo todos os dedinhos dos pés e podendo andar perfeitamente (e só lhes fazia bem), encontram-se sentados para puro deleite dos seus glúteos e descanso dos papás.
Depois admiram-se quando daí a um ano ou dois, os forem buscar à escola e se cometerem o erro de estacionar os seus popós a mais de 100 metros, os pequenotes, tão doces e imberbes, desatarem a fazer uma birra e gritar por decibéis nunca dantes ouvidos.
Todavia é sempre bom lá ir, é quase um ritual que tenho, tradição que pretendo manter, mesmo quando a carteira mingua na mala. Melhor ainda é ir com a companhia certa. E a F. é sempre uma aposta ganha. Barrigada de riso, humor e inteligência.
Os livros até podem (ou tiveram) de passar ao lado, mas boa disposição e conversa frutuosa tem sempre lugar marcado.
sábado, 16 de maio de 2009
Ditados populares, udpated version...
Recebi o seguinte mail que tinha de aqui vir partilhar. Pode parecer exagero mas cada vez mais começa mesmo a ser uma realidade. Ainda que virtual.
Como vivemos numa Era Digital, foi feita uma revisão aos antigos ditados populares para adapta-los à actualidade:
01. A pressa é inimiga da ligação.
02. Amigos, amigos, passwords à parte.
03. Antes só, do que em chats aborrecidos.
04. A ficheiro grátis não se olha o formato.
05. Diz-me que chat frequentas e dir-te-ei quem és.
06. Para bom fornecedor uma password basta.
07. Não adianta chorar sobre ficheiro apagado.
08. Em briga de namorados virtuais não se mete o mouse.
09. Em terra off-line, quem tem um 486 é rei.
10. Hacker que ladra, não morde.
11. Mais vale um ficheiro no HD do que dois a descarregar.
12. Rato sujo limpa-se em casa.
13. Melhor prevenir do que formatar.
14. O barato sai caro. E lento.
15. Quando a esmola é muita, o santo desconfia que tem um vírus anexado.
16. Quando um não quer, dois não teclam.
17. Quem ama um 486, Pentium 5 lhe parece.
18. Quem clica os seus males multiplica.
19. Quem com vírus infecta, com vírus será infectado.
20. Quem envia o que quer, recebe o que não quer.
21. Quem não tem banda larga, caça com modem.
22. Quem nunca errou, que clique na primeira tecla.
23. Quem semeia e-mails, colhe spams.
24. Quem tem dedo vai a Roma.com.
25. Um é pouco, dois é bom, três é chat ou lista virtual.
26. Vão-se os ficheiros, ficam os back-ups.
27. Diz-me que computador tens e dir-te-ei quem és.
28. Há dois tipos de pessoas na informática. Os que perderam o HD e os que ainda vão perder...
29. Uma impressora disse para outra: Essa folha é tua ou é impressão minha.
30. Aluno de informática não cola, faz backup.
31. O problema do computador é o USB (Utilizador Super Burro).
32. Na informática nada se perde, nada se cria. Tudo se copia... e depois se cola.
Como vivemos numa Era Digital, foi feita uma revisão aos antigos ditados populares para adapta-los à actualidade:
01. A pressa é inimiga da ligação.
02. Amigos, amigos, passwords à parte.
03. Antes só, do que em chats aborrecidos.
04. A ficheiro grátis não se olha o formato.
05. Diz-me que chat frequentas e dir-te-ei quem és.
06. Para bom fornecedor uma password basta.
07. Não adianta chorar sobre ficheiro apagado.
08. Em briga de namorados virtuais não se mete o mouse.
09. Em terra off-line, quem tem um 486 é rei.
10. Hacker que ladra, não morde.
11. Mais vale um ficheiro no HD do que dois a descarregar.
12. Rato sujo limpa-se em casa.
13. Melhor prevenir do que formatar.
14. O barato sai caro. E lento.
15. Quando a esmola é muita, o santo desconfia que tem um vírus anexado.
16. Quando um não quer, dois não teclam.
17. Quem ama um 486, Pentium 5 lhe parece.
18. Quem clica os seus males multiplica.
19. Quem com vírus infecta, com vírus será infectado.
20. Quem envia o que quer, recebe o que não quer.
21. Quem não tem banda larga, caça com modem.
22. Quem nunca errou, que clique na primeira tecla.
23. Quem semeia e-mails, colhe spams.
24. Quem tem dedo vai a Roma.com.
25. Um é pouco, dois é bom, três é chat ou lista virtual.
26. Vão-se os ficheiros, ficam os back-ups.
27. Diz-me que computador tens e dir-te-ei quem és.
28. Há dois tipos de pessoas na informática. Os que perderam o HD e os que ainda vão perder...
29. Uma impressora disse para outra: Essa folha é tua ou é impressão minha.
30. Aluno de informática não cola, faz backup.
31. O problema do computador é o USB (Utilizador Super Burro).
32. Na informática nada se perde, nada se cria. Tudo se copia... e depois se cola.
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